Minha cabeça lateja com lembranças de anos dourados.
De quando tardes de sol não eram feitas para quartos e salas de escritório.
Amizades eram eternas, casamento era para os fracos.
Nos sonhos, ainda lembro:
Dinheiro não era problema, os cigarros não acabavam e a vida durava para sempre.
Na estrada bifurcada, multiplicam-se os caminhos;
mesmo lado a lado, somente de linhas paralelas se fazem nossos passos.
Há tempos...um mês ou uma vida? - não sei ao certo- estar sozinho era algo coletivo e ficar junto era sentido até na solidão.
Todos os medos refletidos ou criados da mesma projeção.
Ágora de promessas e sonhos;
Agora, carro, cartão, fim do mês, preguiça.
Nesse meio termo, entre a saudade e a raiva,
Tenho a desagradável certeza:
Nada é para sempre, e os tempos que achei dourados
Eram a sépia de uma fotografia velha.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
segunda-feira, 1 de março de 2010
Mar profundo.
O Mar profundo, secreto, singular.
Reaviva, suga a alma,
Hora calma, hora confusão.
Nas ondas, suas sereias.
No seu canto, a ilusão.
Tão suave, refrescante pele.
Me repele, enquanto me domina.
Me absorve, enquanto me completa.
O gosto doce,o paradoxo no sal.
Quando tão perto, toca o cenho,
Quando longe, estigma,
Saudade, meu mal.
Vem e devora meus sonhos,
Faz do seu o meu destino,
Desliga meus sentidos.
Mar profundo o teu olhar.
Um segundo, um descuido,
Tão perdido sem desejo de voltar.
Reaviva, suga a alma,
Hora calma, hora confusão.
Nas ondas, suas sereias.
No seu canto, a ilusão.
Tão suave, refrescante pele.
Me repele, enquanto me domina.
Me absorve, enquanto me completa.
O gosto doce,o paradoxo no sal.
Quando tão perto, toca o cenho,
Quando longe, estigma,
Saudade, meu mal.
Vem e devora meus sonhos,
Faz do seu o meu destino,
Desliga meus sentidos.
Mar profundo o teu olhar.
Um segundo, um descuido,
Tão perdido sem desejo de voltar.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Poesia Indiscreta n° 2
Queridos leitores, mais uma poesia. Devo avisar que, em breve, voltarei com as postagens de crônicas e reportagens.
Enquanto isso, o último escrito. Boa leitura!
Os dedos já não tocam a pele
A voz permuta os sentidos
Tão fugaz, o lábio, contorcido
Do sorriso à negação.
Dois lados do mesmo sentimento
A esperança gerada pela confissão
Mais um segundo,
Mais uma dose.
Banalmente, o medo retraído,
Finge não ter gosto, o beijo.
Evita a dúvida, duvida!
A surpresa, excitação.
Dois lados, só uma escolha. Será?
A concessão gerada pelo desejo.
Mesmo em segundo,
Mais que uma dose.
Enquanto isso, o último escrito. Boa leitura!
Os dedos já não tocam a pele
A voz permuta os sentidos
Tão fugaz, o lábio, contorcido
Do sorriso à negação.
Dois lados do mesmo sentimento
A esperança gerada pela confissão
Mais um segundo,
Mais uma dose.
Banalmente, o medo retraído,
Finge não ter gosto, o beijo.
Evita a dúvida, duvida!
A surpresa, excitação.
Dois lados, só uma escolha. Será?
A concessão gerada pelo desejo.
Mesmo em segundo,
Mais que uma dose.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Talvez...
Sem introduções monstruosas dessa vez, apenas algo que pensei hoje.
Boa leitura.
Chega, furta o tempo e a solidão
Desfaz o falso, muda o passo
E vai outra vez.
Do lado de cá, fico entre o antes e o amanhã,
Fujo e finjo não gostar,
Tento não ter o que temer.
De volta ao real - o que é real? -
Reflito e esqueço, espero não ser
Essa a coisa certa e procuro
O ponto certo, nesse ponto, você.
Apaga o fogo e molha em água fria meu desejo
Despoja a vergonha ou me encobre de vez
Que dos olhos eu tiro a dúvida
E já não sei se digo sim ou não.
Talvez.
Boa leitura.
Chega, furta o tempo e a solidão
Desfaz o falso, muda o passo
E vai outra vez.
Do lado de cá, fico entre o antes e o amanhã,
Fujo e finjo não gostar,
Tento não ter o que temer.
De volta ao real - o que é real? -
Reflito e esqueço, espero não ser
Essa a coisa certa e procuro
O ponto certo, nesse ponto, você.
Apaga o fogo e molha em água fria meu desejo
Despoja a vergonha ou me encobre de vez
Que dos olhos eu tiro a dúvida
E já não sei se digo sim ou não.
Talvez.
sábado, 26 de setembro de 2009
Poesia Indiscreta nº 1
Vivo um eterno procurar
E em vivas chamas ardo ao pensar nesse encontro.
Suas garras a cortar-me a pele
E o suco vivo da tua carne,
Enbrenhando-se na minha
Saciando todo instino animalesco de volúpia.
Recordo-me, improvável,
De beijos loucos, gritos roucos,
Dessa nossa valsa - dançar de borboletas
e acalanto de abelhas em rosas.
Julgo-me culpado, de amar tão vivazmente,
De desejar tão incessante tua figura.
De querer mais que a minha figura
Esses teus traços tão desconhecidos.
Como posso - pergunto em meus sonhos-
Te querer tão impunemente,
Se em verdade nem te vejo
Se realmente não conheço
Nem teu nome, nem teus olhos,
Nem ao menos se existes?
Marco Ferreira
E em vivas chamas ardo ao pensar nesse encontro.
Suas garras a cortar-me a pele
E o suco vivo da tua carne,
Enbrenhando-se na minha
Saciando todo instino animalesco de volúpia.
Recordo-me, improvável,
De beijos loucos, gritos roucos,
Dessa nossa valsa - dançar de borboletas
e acalanto de abelhas em rosas.
Julgo-me culpado, de amar tão vivazmente,
De desejar tão incessante tua figura.
De querer mais que a minha figura
Esses teus traços tão desconhecidos.
Como posso - pergunto em meus sonhos-
Te querer tão impunemente,
Se em verdade nem te vejo
Se realmente não conheço
Nem teu nome, nem teus olhos,
Nem ao menos se existes?
Marco Ferreira
Chuva
Meu peito é cantil de lágrimas.
Choro quando chove,
Ou meu peito escorre em choro
Que desagua nesse céu que sofre?
Queria entender o canto dessa vida,
A natureza desse laço entre eu e o mundo.
Esse mundo cego e surdo
Que não nota os amores, as dores
E os desejos de quem sofre.
Esse conjunto, sempre tão preocupado
Em ter e ser, do que em sentir.
Quisera minha voz ser assim tão intensa,
Que esse rouco e grave clamar
Despertasse as marés.
Sempre indo e vindo sem vontades ou desejos.
Essa massa.
Que esse ganido do animal que sou,
Que morre e vê morrer,
Sobrepujasse os votos de quem jura lealdade.
Embora já não sinta o meu humano,
Desejei de todo
Que se fizesse florescer essa vontade.
Que todo aquele que ama
Demonstrasse esse querer.
Que me fizessem belas trovas
E me acalentassem quando choro.
Entendessem que quando sorrio,
É quando mais preciso de alguém.
Marco Ferreira.
Choro quando chove,
Ou meu peito escorre em choro
Que desagua nesse céu que sofre?
Queria entender o canto dessa vida,
A natureza desse laço entre eu e o mundo.
Esse mundo cego e surdo
Que não nota os amores, as dores
E os desejos de quem sofre.
Esse conjunto, sempre tão preocupado
Em ter e ser, do que em sentir.
Quisera minha voz ser assim tão intensa,
Que esse rouco e grave clamar
Despertasse as marés.
Sempre indo e vindo sem vontades ou desejos.
Essa massa.
Que esse ganido do animal que sou,
Que morre e vê morrer,
Sobrepujasse os votos de quem jura lealdade.
Embora já não sinta o meu humano,
Desejei de todo
Que se fizesse florescer essa vontade.
Que todo aquele que ama
Demonstrasse esse querer.
Que me fizessem belas trovas
E me acalentassem quando choro.
Entendessem que quando sorrio,
É quando mais preciso de alguém.
Marco Ferreira.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Gritos
Caríssimos leitores!!!
Confesso que estou realmente com saudades de escrever aqui e desafoguar minhas linhas sobre vossos olhos.
Mudando um pouco o foco, aqui vai uma poesia um tanto diferente do que vocês já conhecem. Espero que gostem, e que tenham uma boa leitura.
Por vezes eu pergunto:
"Aonde está o seu amor?"
Se quando mais preciso de respostas,
Só o que encontro é a questão.
Será o sonho de um bilhão,
O que filósofos antigos perderam o sono para explicar?
Eu te grito de dentro de mim,
Qual é a razão pras coisas serem como são?
Se eu adoresse qualquer solução,
Teria ela mais classe que essa concepção?
Eu fico acordado no vão da minha vida,
Provocando toda dor causada pelo seu "amor".
Vem, me encontra para um café
E me explica, qual é a lógica
Pra toda essa incoerência.
A justiça é uma dama.
Enquanto somos tão castos.
É a verdade absoluta, esse teatro de embaraços?
Eu viro as minhas costas
Para toda essa cegueira.
Se o paraíso prometido é um circo dos horrores,
Esquecerei da sua cria
E farei tudo à minha maneira.
Liberté, égalité et fraternité.
Marco Ferreira.
Confesso que estou realmente com saudades de escrever aqui e desafoguar minhas linhas sobre vossos olhos.
Mudando um pouco o foco, aqui vai uma poesia um tanto diferente do que vocês já conhecem. Espero que gostem, e que tenham uma boa leitura.
Por vezes eu pergunto:
"Aonde está o seu amor?"
Se quando mais preciso de respostas,
Só o que encontro é a questão.
Será o sonho de um bilhão,
O que filósofos antigos perderam o sono para explicar?
Eu te grito de dentro de mim,
Qual é a razão pras coisas serem como são?
Se eu adoresse qualquer solução,
Teria ela mais classe que essa concepção?
Eu fico acordado no vão da minha vida,
Provocando toda dor causada pelo seu "amor".
Vem, me encontra para um café
E me explica, qual é a lógica
Pra toda essa incoerência.
A justiça é uma dama.
Enquanto somos tão castos.
É a verdade absoluta, esse teatro de embaraços?
Eu viro as minhas costas
Para toda essa cegueira.
Se o paraíso prometido é um circo dos horrores,
Esquecerei da sua cria
E farei tudo à minha maneira.
Liberté, égalité et fraternité.
Marco Ferreira.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Alma Minha
Vai, alma minha, parte insassiável do meu peito.
Vai, alma minha, parte indivizível do meu ser.
Vai e alcança o infinito, vê os mares e montanhas.
Vai e aprenda tudo deste mundo.
Vá e conheça dores e angústias,
Sinta saudades e ternuras.
Culpe-me, odeie-me, condene-me,
Castigue-me por deixar-te tão livre, por sumir na calada escura.
Porém, vê, alma minha, todo pássaro tem um lar.
Toda janela um olhar, perdido, quieto,
Esperando ver ao longe tua figura em regresso.
Vai e aprende, alma minha,
Que a melhor parte de um voô é pousar.
E que ser livre é ser você o tempo todo,
Mas sempre no seu lugar.
Vai, alma minha, parte indivizível do meu ser.
Vai e alcança o infinito, vê os mares e montanhas.
Vai e aprenda tudo deste mundo.
Vá e conheça dores e angústias,
Sinta saudades e ternuras.
Culpe-me, odeie-me, condene-me,
Castigue-me por deixar-te tão livre, por sumir na calada escura.
Porém, vê, alma minha, todo pássaro tem um lar.
Toda janela um olhar, perdido, quieto,
Esperando ver ao longe tua figura em regresso.
Vai e aprende, alma minha,
Que a melhor parte de um voô é pousar.
E que ser livre é ser você o tempo todo,
Mas sempre no seu lugar.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Os Olhos
Saudações a todos meus amigos leitores!
Como de praxe, ausento-me por longas datas sem postar no blog. Contudo, hoje fico feliz de que essa distância tenha um fundo intelectual.
Andei produzindo deveras e creio poder fazer muitas postagens consecutivas neste momento.
Para começar, já que mudei um pouco o foco de meus escrios cybernéticos, vou postar uma de minhas novas poesias.
Espero que todos gostem e aguardem novidades, tanto na freqüência das postagens e no conteúdo, quanto no layout, que mudará em breve.
Já não mando nos meus olhos.
São todo eles poços de vontades.
Voluntariosos e cheios de gênios,
Velam-te incessantes contra o meu querer.
Mantém, ainda, o costume de acompanhar teu andar, olhar por teu sono.
Ah, esses olhos que me traem!
Casados com os teus, mortos de vontade,
Já não se fecham, não me deixam dormir
E ficam a mirar estrelas, esperando te encontrar.
Afogados, olhos meus...
De tão molhados não me deixam respirar.
Bígamos, infelizes sendo dois,
Esperam que os dois que fazem enxergar regressem.
Cansados, tão castanhos, tão opacos,
Desejam esse verde, essa luz que conforta e afaga.
E, pouco a pouco, calejados e roucos de saudade
Vão minguando, se fechando.
Até descansarem sozinhos, em silêncio.
Marco Ferreira
Como de praxe, ausento-me por longas datas sem postar no blog. Contudo, hoje fico feliz de que essa distância tenha um fundo intelectual.
Andei produzindo deveras e creio poder fazer muitas postagens consecutivas neste momento.
Para começar, já que mudei um pouco o foco de meus escrios cybernéticos, vou postar uma de minhas novas poesias.
Espero que todos gostem e aguardem novidades, tanto na freqüência das postagens e no conteúdo, quanto no layout, que mudará em breve.
Já não mando nos meus olhos.
São todo eles poços de vontades.
Voluntariosos e cheios de gênios,
Velam-te incessantes contra o meu querer.
Mantém, ainda, o costume de acompanhar teu andar, olhar por teu sono.
Ah, esses olhos que me traem!
Casados com os teus, mortos de vontade,
Já não se fecham, não me deixam dormir
E ficam a mirar estrelas, esperando te encontrar.
Afogados, olhos meus...
De tão molhados não me deixam respirar.
Bígamos, infelizes sendo dois,
Esperam que os dois que fazem enxergar regressem.
Cansados, tão castanhos, tão opacos,
Desejam esse verde, essa luz que conforta e afaga.
E, pouco a pouco, calejados e roucos de saudade
Vão minguando, se fechando.
Até descansarem sozinhos, em silêncio.
Marco Ferreira
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Post Extra!
Bom, meus queridos.
Como hoje estou de excelente humor e, por ventura de ter aqui no meu hard disk algumas coisas que escrevo nas horas de tédio ou torpor emocional - que trágico -, irei postar uma ou duas pretensões poéticas que tenho e uma poesia de um amissícimo, dono, aliás, de um grande blog relacionado nesta lista aí embaixo, o Liricíssimo.
Espero que gostem e enviem críticas que ajudem em minha evolução literária.
Aonde vais?
Por onde se esconde o palhaço de anteontem, hoje, emblema de carta,
[figura em folhetins de carnaval?
Ninguém nota a lágrima e o soluço de cana e luto.
Um luto decadente e eminente de uma dor que não existe,
Do qual só quem vê a morte há de sentir e falar.
E se um dia ele se cansar de ser por quem só irão chorar e dizer:
-És ainda jovem para partir assim, tão belo...
Em dia de reza.
E se um dia ele sumir no vento do sertão?
Agora que tudo é praxe e seu rosto se confunde com a mobília, vê:
Em todo lugar há de haver espaço pro bom moço.
Que de tão bom, aprendeu a voar do alto do prédio ao chão!
Cadê o Palhaço? Marco Ferreira.
-------------------------------------------
Se eu pudesse por meio de tão soltas palavras dizer o que se passa em meus devaneios e instintos, o que diria?
Tenho medo de pensar...
Talvez dissesse que em meus mundos imaginários habitas sem ao menos teu próprio consentimento.
Que por vezes te olho nos olhos e te digo palavras chulas.
Que por vezes te sinto o corpo, e por horas te envolvo a carne com a minha própria.
Que lhe puxo os cabelos curtos e te mordo a boca crua.
E em ápices de loucura te quero, te xingo e te amo, mas não como fazem os mortais,
Mas como praticam os Deuses em seus mais grandiosos atos de criação.
De tudo isso me lembro claro, límpido e reluzente, quando acordo pela manhã com o sol à face.
O corpo suado reflete em mim as aventuras noturnas, tão falsas, mas mesmo assim tão intensas.
E tudo que quero e ter contigo cada gota e cada cédula do tempo passado.
Se te reflete em loucura cada palavra que escrevo,
Ou se em tom de ofensa lhe vem o confesso,
Digo-lhe franco, e sem preconceitos de reações tuas,
Que de tudo que tenho, (meus sonhos),
És chefe, guia e visitante.
E que pelo menos em meu mundo, minhas criações são minhas.
Quem sabe em dia propício, de sonho venham às fantasias,
E em carne pura virem formas vivas.
Pois só assim poderás entender e vivenciar, um dia de minha eterna loucura interna!
Sonho, desejo e vida! Marco Ferreira
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Estamos indo para algum lugar
Onde os i’s não têm pingo.
E nossos corpos já estão cansados
De saber que não sabem nada.
E quando o pico desmoronar,
Fuja bem rápido pra outro lugar,
Pois eu vou querer ficar sozinho
Sem pensar em suicídio coletivo
Ou overdose intelectual.
Eu estou de lua de mel
Com os animais do zoológico.
E agora eu percebo
Que já basta isso pra valer à pena.
Falemos um pouco dos gênios,
E de suas mentes daltônicas,
Que foram curadas
Logo além da montanha mágica.
Nós nascemos burros e ficamos inteligentes.
Ou será que é o contrário?
Acho que não sei nada,
Mas também não quero saber agora,
Pois um dia saberei tudo.
Nós somos gorilas
Que viram anjos
Com plumas coloridas
No nada.
Nada Vinícius Vilas Boas
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