O Mar profundo, secreto, singular.
Reaviva, suga a alma,
Hora calma, hora confusão.
Nas ondas, suas sereias.
No seu canto, a ilusão.
Tão suave, refrescante pele.
Me repele, enquanto me domina.
Me absorve, enquanto me completa.
O gosto doce,o paradoxo no sal.
Quando tão perto, toca o cenho,
Quando longe, estigma,
Saudade, meu mal.
Vem e devora meus sonhos,
Faz do seu o meu destino,
Desliga meus sentidos.
Mar profundo o teu olhar.
Um segundo, um descuido,
Tão perdido sem desejo de voltar.
segunda-feira, 1 de março de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Poesia Indiscreta n° 2
Queridos leitores, mais uma poesia. Devo avisar que, em breve, voltarei com as postagens de crônicas e reportagens.
Enquanto isso, o último escrito. Boa leitura!
Os dedos já não tocam a pele
A voz permuta os sentidos
Tão fugaz, o lábio, contorcido
Do sorriso à negação.
Dois lados do mesmo sentimento
A esperança gerada pela confissão
Mais um segundo,
Mais uma dose.
Banalmente, o medo retraído,
Finge não ter gosto, o beijo.
Evita a dúvida, duvida!
A surpresa, excitação.
Dois lados, só uma escolha. Será?
A concessão gerada pelo desejo.
Mesmo em segundo,
Mais que uma dose.
Enquanto isso, o último escrito. Boa leitura!
Os dedos já não tocam a pele
A voz permuta os sentidos
Tão fugaz, o lábio, contorcido
Do sorriso à negação.
Dois lados do mesmo sentimento
A esperança gerada pela confissão
Mais um segundo,
Mais uma dose.
Banalmente, o medo retraído,
Finge não ter gosto, o beijo.
Evita a dúvida, duvida!
A surpresa, excitação.
Dois lados, só uma escolha. Será?
A concessão gerada pelo desejo.
Mesmo em segundo,
Mais que uma dose.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Sonho
Esse é bacana, vai pros posts prosados....boa leitura!
Noite funda, já não sei se o sono me confunde ou se é palpável o perfume que invade minha mente.
Com a mesma pele que me incendeia as vontades, delicadamente acaricia meus cabelos e me acorda com a voz que, mesmo ouvida por acaso, permeia meus ouvidos e se faz mais presente que qualquer sinfonia.
Tomo-lhe as mãos e roubo-lhe da boca o sumo, meio fel, meio doce, que há dias vem tirando o sabor das frutas e dos vinhos.
Minhas mãos deslizam sobre seu ventre desnudo e sinto seu corpo, num eterno estremecer, fundir-se ao meu.
Fugazmente, toma-me o controle e me faz menino, eu, antes tão atrevido, me vejo como aprendiz de suas vontades, escravo de seus desejos vis.
E como o vento da noite que muda e some sem dizer adeus, foge e me faz tão ou mais sozinho que outrora e fico calado, sentindo-lhe o peso do corpo sobre o meu, que teima em me acompanhar.
Noite funda, já não sei se o sono me confunde ou se o engano foi meu.
Noite funda, já não sei se o sono me confunde ou se é palpável o perfume que invade minha mente.
Com a mesma pele que me incendeia as vontades, delicadamente acaricia meus cabelos e me acorda com a voz que, mesmo ouvida por acaso, permeia meus ouvidos e se faz mais presente que qualquer sinfonia.
Tomo-lhe as mãos e roubo-lhe da boca o sumo, meio fel, meio doce, que há dias vem tirando o sabor das frutas e dos vinhos.
Minhas mãos deslizam sobre seu ventre desnudo e sinto seu corpo, num eterno estremecer, fundir-se ao meu.
Fugazmente, toma-me o controle e me faz menino, eu, antes tão atrevido, me vejo como aprendiz de suas vontades, escravo de seus desejos vis.
E como o vento da noite que muda e some sem dizer adeus, foge e me faz tão ou mais sozinho que outrora e fico calado, sentindo-lhe o peso do corpo sobre o meu, que teima em me acompanhar.
Noite funda, já não sei se o sono me confunde ou se o engano foi meu.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Talvez...
Sem introduções monstruosas dessa vez, apenas algo que pensei hoje.
Boa leitura.
Chega, furta o tempo e a solidão
Desfaz o falso, muda o passo
E vai outra vez.
Do lado de cá, fico entre o antes e o amanhã,
Fujo e finjo não gostar,
Tento não ter o que temer.
De volta ao real - o que é real? -
Reflito e esqueço, espero não ser
Essa a coisa certa e procuro
O ponto certo, nesse ponto, você.
Apaga o fogo e molha em água fria meu desejo
Despoja a vergonha ou me encobre de vez
Que dos olhos eu tiro a dúvida
E já não sei se digo sim ou não.
Talvez.
Boa leitura.
Chega, furta o tempo e a solidão
Desfaz o falso, muda o passo
E vai outra vez.
Do lado de cá, fico entre o antes e o amanhã,
Fujo e finjo não gostar,
Tento não ter o que temer.
De volta ao real - o que é real? -
Reflito e esqueço, espero não ser
Essa a coisa certa e procuro
O ponto certo, nesse ponto, você.
Apaga o fogo e molha em água fria meu desejo
Despoja a vergonha ou me encobre de vez
Que dos olhos eu tiro a dúvida
E já não sei se digo sim ou não.
Talvez.
sábado, 26 de setembro de 2009
Manual de mim.
Boa noite, leitores tão amados.
Hoje, por estar há longo tempo afastado, resolvi publicar logo três de minhas novas criações. Tenho tentado varia de estilo e espero trazer grande ecleticidade a este sítio!
Uma boa leitura a todos, cuidem-se.
Por cantos obscuros caminhei e de tantas encruzilhadas, já não estou certo do lugar aonde estou.
Um labirinto sem saída, um labirinto, sim, de espelhos retorcidos, cada qual com um "eu", uma aparência reluzente ou decaída.
Enganos e mentiras, todo u mundo encoberto, escondido atrás de olhos opacos e sem vida.
Repito os mesmos erros, todas as escolhas que me afastaram de mim, do controle, do contrário. Sanidade.
Coração faceiro, amor vazio. Tudo o que possuo é um vácuo.
Quando foi que matei meus heróis?
Quando foi que matei m'eu herói?
Orgulho e expectativa postos sobre um falso estandarte.
Uma torre de Babel erguida sobre alicerces de mentiras, tijolos de fachada.
Pouco a pouco, crio um cerco que se fecha. Decepções, máscaras caídas, lágrimas no olhar.
Sou o vento que bate na madrugada, congelo sentimentos, vou além do imaginário.
Sou a forma disforme que muda de figura, falando figurativa mente.
Sou o asco e a vontade,
Sou o aço e o papel.
Sou o grito e o silêncio,
Sou tudo o que quiser e quem não quero ser.
Sou "o que", "por que?" e a concessão.
Sou um sonho do qual não se quer acordar e serei o pesadelo que te desperta aos prantos.
Sou segurança, sou incerteza.
Sou perfeito se quiser, mas jamais irei querer-lo.
Sempre serei o bom e o mal, a mudança e o medo, o mundo, o agora.
Sou o vento, não sou nada e nada disso.
Eu não existo.
Marco Ferreira
Hoje, por estar há longo tempo afastado, resolvi publicar logo três de minhas novas criações. Tenho tentado varia de estilo e espero trazer grande ecleticidade a este sítio!
Uma boa leitura a todos, cuidem-se.
Por cantos obscuros caminhei e de tantas encruzilhadas, já não estou certo do lugar aonde estou.
Um labirinto sem saída, um labirinto, sim, de espelhos retorcidos, cada qual com um "eu", uma aparência reluzente ou decaída.
Enganos e mentiras, todo u mundo encoberto, escondido atrás de olhos opacos e sem vida.
Repito os mesmos erros, todas as escolhas que me afastaram de mim, do controle, do contrário. Sanidade.
Coração faceiro, amor vazio. Tudo o que possuo é um vácuo.
Quando foi que matei meus heróis?
Quando foi que matei m'eu herói?
Orgulho e expectativa postos sobre um falso estandarte.
Uma torre de Babel erguida sobre alicerces de mentiras, tijolos de fachada.
Pouco a pouco, crio um cerco que se fecha. Decepções, máscaras caídas, lágrimas no olhar.
Sou o vento que bate na madrugada, congelo sentimentos, vou além do imaginário.
Sou a forma disforme que muda de figura, falando figurativa mente.
Sou o asco e a vontade,
Sou o aço e o papel.
Sou o grito e o silêncio,
Sou tudo o que quiser e quem não quero ser.
Sou "o que", "por que?" e a concessão.
Sou um sonho do qual não se quer acordar e serei o pesadelo que te desperta aos prantos.
Sou segurança, sou incerteza.
Sou perfeito se quiser, mas jamais irei querer-lo.
Sempre serei o bom e o mal, a mudança e o medo, o mundo, o agora.
Sou o vento, não sou nada e nada disso.
Eu não existo.
Marco Ferreira
Poesia Indiscreta nº 1
Vivo um eterno procurar
E em vivas chamas ardo ao pensar nesse encontro.
Suas garras a cortar-me a pele
E o suco vivo da tua carne,
Enbrenhando-se na minha
Saciando todo instino animalesco de volúpia.
Recordo-me, improvável,
De beijos loucos, gritos roucos,
Dessa nossa valsa - dançar de borboletas
e acalanto de abelhas em rosas.
Julgo-me culpado, de amar tão vivazmente,
De desejar tão incessante tua figura.
De querer mais que a minha figura
Esses teus traços tão desconhecidos.
Como posso - pergunto em meus sonhos-
Te querer tão impunemente,
Se em verdade nem te vejo
Se realmente não conheço
Nem teu nome, nem teus olhos,
Nem ao menos se existes?
Marco Ferreira
E em vivas chamas ardo ao pensar nesse encontro.
Suas garras a cortar-me a pele
E o suco vivo da tua carne,
Enbrenhando-se na minha
Saciando todo instino animalesco de volúpia.
Recordo-me, improvável,
De beijos loucos, gritos roucos,
Dessa nossa valsa - dançar de borboletas
e acalanto de abelhas em rosas.
Julgo-me culpado, de amar tão vivazmente,
De desejar tão incessante tua figura.
De querer mais que a minha figura
Esses teus traços tão desconhecidos.
Como posso - pergunto em meus sonhos-
Te querer tão impunemente,
Se em verdade nem te vejo
Se realmente não conheço
Nem teu nome, nem teus olhos,
Nem ao menos se existes?
Marco Ferreira
Chuva
Meu peito é cantil de lágrimas.
Choro quando chove,
Ou meu peito escorre em choro
Que desagua nesse céu que sofre?
Queria entender o canto dessa vida,
A natureza desse laço entre eu e o mundo.
Esse mundo cego e surdo
Que não nota os amores, as dores
E os desejos de quem sofre.
Esse conjunto, sempre tão preocupado
Em ter e ser, do que em sentir.
Quisera minha voz ser assim tão intensa,
Que esse rouco e grave clamar
Despertasse as marés.
Sempre indo e vindo sem vontades ou desejos.
Essa massa.
Que esse ganido do animal que sou,
Que morre e vê morrer,
Sobrepujasse os votos de quem jura lealdade.
Embora já não sinta o meu humano,
Desejei de todo
Que se fizesse florescer essa vontade.
Que todo aquele que ama
Demonstrasse esse querer.
Que me fizessem belas trovas
E me acalentassem quando choro.
Entendessem que quando sorrio,
É quando mais preciso de alguém.
Marco Ferreira.
Choro quando chove,
Ou meu peito escorre em choro
Que desagua nesse céu que sofre?
Queria entender o canto dessa vida,
A natureza desse laço entre eu e o mundo.
Esse mundo cego e surdo
Que não nota os amores, as dores
E os desejos de quem sofre.
Esse conjunto, sempre tão preocupado
Em ter e ser, do que em sentir.
Quisera minha voz ser assim tão intensa,
Que esse rouco e grave clamar
Despertasse as marés.
Sempre indo e vindo sem vontades ou desejos.
Essa massa.
Que esse ganido do animal que sou,
Que morre e vê morrer,
Sobrepujasse os votos de quem jura lealdade.
Embora já não sinta o meu humano,
Desejei de todo
Que se fizesse florescer essa vontade.
Que todo aquele que ama
Demonstrasse esse querer.
Que me fizessem belas trovas
E me acalentassem quando choro.
Entendessem que quando sorrio,
É quando mais preciso de alguém.
Marco Ferreira.
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